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Capítulo 2 - A felicidade chegou em nossa casa!

  • 17 de out. de 2015
  • 5 min de leitura

Parei no nascimento da minha filha... Então, quando chegamos ao hospital o filho da Antonia de 2 aninhos, estava com uma mochila nas costas sentado perto da enfermagem. meu Deus, era tão pequenino, ali sozinho... Ela nos pediu que o levasse para nossa casa, pois não tinha ninguém para ficar com ele... Mais um desafio, como seria ficar com um menino desta idade por 2 dias, se ele nos viu apenas 2 vezes na vida? Não podíamos deixar o menino ali... trouxemos ele pra nossa casa. Cuidamos dele, o colocamos para dormir na nossa cama conosco. Minha preocupação era que ele chorasse, chamasse pela mãe, mas isso não aconteceu, para minha surpresa o menino ficou muito bem conosco! Fomos ao hospital todos os dias levar coisas para Rafa e para Antonia. E no dia 7 de setembro, elas tiveram alta! Finalmente trouxemos nossa filha pra casa e Antonia levou o menino com ela, até hoje lembro da carinha dele nos chamando : Tia! Tio! E nos jogando os bracinhos.. Rafa chegou!!!!! A casa ficou cheia! Muitas visitas, logo no dia que ela chegou,todos queriam ver a nossa princesa! E assim, eu comecei como toda mãe de primeira viagem, meio que toda enrolada, rs... a aprender a cuidar de um bebê récem nascido... A alegria preencheu cada canto de nossa casa! E os brinquedos também! rs... Nossa filha ganhava presentes sem parar, ganhou tantas fraldas que só precisamos comprar depois que fez 1 ano de idade... Quando vinha a cólica, era na barriga do papai que ela acalmava...Márcio ficava com ela pelas madrugadas... Todos babavam... Era bolinho a cada mês de aniversário, e muitas visitas!!!! Mas a Rafa era meio "bicho do mato" no início, além da mamãe e do papai, ela só ficava sozinha com a Titia dela. esqueci de contar que antes do nascimento da Rafa, procurei um advogado para me informar como deveria agir, ele me disse que só poderia ser feito algo em relação à adoção depois que a criança viesse ao mundo, mas me orientou que redigisse uma declaração para que a genitora assinasse, mostrando que ela estava abrindo mão da criança para adoção por legítima vontade ,assim mais tarde não poderiam nos acusar de um sequestro, por exemplo, apenas precaução. E assim fizemos, Antonia assinou e registramos em cartório. Como ainda não tinha a guarda provisória, na semana que a Rafa nasceu, fomos fazer um plano de saúde pra ela, mas era preciso que a criança tivesse CPF, e só a genitora poderia tirar por causa da certidão de nascimento. ( Rafa foi registrada como Rafaela dos Santos, não tinha o nome do pai, a Antonia quis colocar apenas o sobrenome do avô materno, já que não se dava bem com a mãe dela...) Liguei pra Antonia, nos encontramos na Caixa Econômica, para tirar o CPF da Rafa, mas não conseguimos porque o sistema estava fora do ar...Antonia estava bem, levou o filho junto, perguntou pela Rafa, disse que tinha tido uma discussão com o ex namorado, porque ele ligou pra ela de madrugada e ela estava numa balada... enfim, conversamos e nos despedimos normalmente... Quando Rafaela ia fazer um mês, fomos, eu, meu marido e Antonia na Vara da Infância e Juventude para nos informarmos . Conversamos com a defensora pública, ela nos disse que seria uma adoção com a anuência da genitora, então demos entrada no processo de adoção! Na saída uma mulher fazia um escândalo porque dizia querer de volta a filha que deu para adoção. Antonia me olhou e disse: esta mulher aí merece uma surra! Palavras dela! No dia seguinte eu estava com a guarda provisória de minha filha, assinada por uma juíza! Aí as pessoas vêm me falar de adoção consensual... Que a justiça não as vê com bons olhos? Sempre fui contra as pessoas que pegam um bebê, vão no cartório, dão um jeitinho e saem de lá com a certidão da criança.. adoção à brasileira. Hoje, infelizmente, entendo porque as pessoas fazem isso... Não me interessa se foi adoção consensual, eu agi de acordo com a lei! Fui à Vara da Infância, falei com uma defensora pública... então porque ela não me disse: Olha este tipo de adoção não pode ser feita! Não! Aceitaram normalmente! Eu recebi a guarda assinada por uma juíza... então todos agiram fora da lei??? E como eu já tenho um exemplo desse tipo de adoção na família, da época do Dr Siro Darlan, e tudo correu bem,depois de um ano o casal estava com a certidão da criança com os nomes deles! Achei que tudo iria dar certo! Se adoção com anuência da genitora é mal vista, porque não me avisaram nada???? Porque não recebi nenhuma orientação da droga da defensora? A própria disse que a genitora tinha o direito de escolher o casal para quem ela queria dar a criança... Vida que segue! Agora com a guarda, colocamos a Rafa como nossa dependente no nosso plano de saúde, já tinha seu pediatra de rotina,e tudo mais... e por falar em médico, minha filha tinha uma saúde de ferro! Nem resfriada ela ficava! Só tivemos que levá-la pra emergência uma vez, quando tinha 9 meses, e teve uma febre muito alta que não abaixava de jeito nenhum, então saímos, eu e Márcio com o coração na mão, eu chorando, mas graças a Deus não era nada grave... A médica a colocou numa banheira com água gelada por alguns minutos, ela gritava, Márcio segurava e eu chorava... Tomou antibiótico pela primeira vez e melhorou rápido! A Rafa era um bebê lindo, de capa de revista! (rs.. mãe coruja!) Todos a elogiavam na rua. Gordinha, bochechuda, alegre, cheia de vida e de saúde! O único probleminha que nos assustou, foi quando começamos a ouvir um chiado quando ela respirava... as pessoas a pegavam no colo e achavam que ela estava com secreção...o pediatra dizia que o pulmãozinho estava limpo, mas mesmo assim nos encaminhou para uma especialista. Lá fomos nós, e descobrimos que ela havia nascido com uma malformação da laringe e da traquéia que já deveriam estar rígidas para a passagem do ar, mas não estavam, por isso o chiado(laringotraqueomalacia), Procuramos outro especialista, ele nos acalmou, ela teria que fazer um exame não muito agradável, passar um tubo pela laringe e traquéia broncoscopia. Minha filha tão pequeninha... chorei de novo... No primeiro exame me assustei... precisava ser feito mesmo no centro cirúrgico? Meu Deus não! ( coisas de mãe..rs..) Quando chamaram o nome dela, demos um beijinho no papai e entramos.mas quando chegamos na porta a enfermeira disse: você não mãe, só a Rafaela! Ah, não! Eu preciso entrar com ela, você não entende, ela não pode ficar sozinha lá dentro, ela é um bebezinho, por favor..... Mas não adiantou minhas desculpas maternas... Depois de alguns minutos de choro e angústia, ela voltou no colo da enfermeira... O exame tinha que ser feito em jejum, e me orientaram que quando a criança saísse não iria aceitar o alimento, seria normal... eles não conheciam minha filha! rs... Ela bateu uma mamadeira cheia!!!!! Aí nos acalmamos... ela ainda repetiu este exame 3 vezes. E o pior pra ela era ficar sem comer... Na última vez, quando tinha 7 meses, o medico deu alta! Ela estava curada, não precisou de medicamentos, nem de cirurgia, tudo se normalizou ! Quando minha filha fez 3 meses, foi apresentada a Deus na igreja! Assim como Jesus foi apresentado por Maria e José. Dia de festa! Emoção, muitos amigos! Nós a entregamos nas mãos de Deus, e é lá que ela está, não importa o local ou com quem está morando... posto aqui o vídeo que eu editei especialmente para este dia! Nossa vida mudou muito... Muito cansaço, estresse, gastos extras,falta de tempo...mas tudo isso valia a pena, nossa filha estava conosco! E nosso amor transbordava, não cabia no coração... E as pessoas notavam, eram testemunhas deste amor, não apenas os familiares e amigos mais próximos... mas os vizinhos, os porteiros do nosso prédio, os garçons dos restaurante que frequentávamos, o rapaz da farmácia.......... Amor é assim... quando é verdadeiro, contagia..rs...​​


 
 
 

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