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Capítulo 10 - De agora em diante espero Deus escrever o que virá...

  • 9 de out. de 2015
  • 3 min de leitura

Hoje não tenho muito o que escrever...

Mas gostaria de continuar relatando aqui, até que ponto a justiça vê a família afetiva como vilã,e a família biológica como vítima.

Sim, algumas mães têm realmente depressão pós-parto.

Mas vamos investigar, será que isso mesmo aconteceu? È fácil descobrir:

“O que é Depressão pós-parto?

A depressão pós-parto ocorre logo após o parto. Os sintomas incluem tristeza e desesperança. Muitas novas mães experimentam alterações de humor e crises de choro após o parto, que se desvanecem rapidamente. Elas acontecem principalmente devido às alterações hormonais decorrentes do término da gravidez. No entanto, algumas mães experimentam esses sintomas com mais intensidade, dando origem à depressão pós-parto. Raramente, pode ocorrer uma forma extrema de depressão pós-parto, conhecida como psicose pós-parto.”

Fácil entender :acontece depois do parto!!!!!!

Se uma mulher dá o filho antes dele nascer, não é depressão pós-parto!

Sim, algumas mães se arrependem depois de dar o filho para adoção... mas essas mães não deveriam demonstrar arrependimento real, amor e paciência com o filho?

Mãe que é mãe, abre mão dos seus direitos para que seu filho esteja bem, feliz!

Pelo menos, eu penso assim...

Se depois de dois meses sem contato com a Rafa, quando a genitora a escondeu e não acatou a ordem da justiça referente às nossas visitas, eu chegasse lá e a minha filha não quisesse vir comigo, agarrasse no pescoço da Antonia e chorasse, eu mesma abriria mão das visitas...

Jamais iria fazer minha filha sofrer, para que eu estivesse bem...

Se eu neste tempo todo que ela esteve lá, visse que a Rafa estava bem , estava feliz, que na hora de ir embora ela me desse um beijo e fosse bem pra casa deles, eu abriria mão, pararia com o processo na justiça... Para que minha filha não ficasse no meio desse fogo cruzado... Mas eu a via sofrendo...

Por isso nunca desisti... Minha luta continua, não pelo meu sonho de ser mãe ( sempre serei a mãe dela..), mas pelo bem de minha menina, que vi sentar, engatinhar, dar os primeiros passos, falar a primeira palavra.

Porque vemos tantos casos de famílias afetivas que perdem seus filhos do coração, ou vivem com medo de perdê-los?

Porque a família biológica tem prioridade, mesmo quando não tem vínculo afetivo algum com a criança?

O que esta nossa justiça quer?

Que os abrigos fiquem abarrotados de crianças, que nunca terão uma oportunidade de saber o que é viver em família, e nunca tenham a experiência de se sentirem amadas?

Deste jeito, muitas pessoas vão desistir de adotar.. e quem sai perdendo como sempre são as crianças...

Isso foi um desabafo de mãe indignada...

Voltando a história,depois de todo esse sofrimento, minha irmã , que segundo o médico já tinha a predisposição, desenvolveu um câncer de mama, desencadeado por todo esse reboliço emocional...

Começou a fazer a quimioterapia, ainda na época das visitas, o cabelo caiu, e a Rafa a chamava de titia caleca! Queria passar a mão na careca dela toda hora! Rs...

No mês de fevereiro minha irmã operou. Quando ela teve alta , deixamos o hospital e ao chegarmos em casa encontramos duas intimações, uma pra mim e outra para meu marido.

Deveríamos comparecer a delegacia de Inhaúma para prestar depoimento.

Sobre o que?

Nós dois? Só poderia ser alguma coisa referente ao processo da Rafa, deduzimos...

Contratar mais um advogado...desta vez um criminalista, para saber o que estava acontecendo...

Pasmem!

O Ministério Publico fez uma denúncia sobre o caso da Rafa e eles estavam investigando: tráfico de crianças!

A gente passa por toda a dor da perda, e ainda mais isto!

Tanta arbitrariedade durante o processo e o Ministério Público se interessou por investigar se no caso da Rafa teve transação financeira...

Minha filha passou por tantos traumas emocionais, e o Ministério Público nunca se preocupou com ela, com o que ela estava passando, se ela estava bem ou mal...

Fomos à delegacia e demos nosso depoimento. Temos nossa consciência tranquila, nunca pagamos por minha filha, ela não é uma mercadoria...

E quem a tratou como um objeto não fomos nós!

Mas a Antonia no seu depoimento, disse que ela não havia recebido nenhum tipo de pagamento, mas que não sabia se houve algum pagamento entre nós e o médico...

Gente, é muito triste pensar que minha filha está convivendo com pessoas assim...

Que justiça é essa?

Que protege tanto a família biológica e não considera a afetiva?

Ainda não conheço o final desta história, e creio que Deus dará a última palavra!

Seja ela qual for, um dia entenderemos, e sei que o futuro da minha filha está guardado nas mãos de Deus!

Esse capítulo 10 vai ficar em aberto...

Deus vai escrever, e depois eu posto aqui pra compartilhar com vcs!

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Editei este vídeo em homenagem às mães do coração que perderam seus filhos ou correram risco de perdê-los...


 
 
 

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